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Ficha Técnica
Edição: 1ª
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 400

Sinopse:
Prometo Falhar é um livro que fala de amor. O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. Em crônicas desconcertantes, Pedro convida o leitor a revisitar suas próprias impressões sobre os relacionamentos humanos. A linguagem fluida, livre, sem amarras, faz querer ler tudo de uma vez e depois ligar para o autor para terminar a conversa . Medo, frustração, inveja, ciúme e todos os sentimentos que nos ensinaram a sufocar são expostos sem pudores. Mergulhe de cabeça numa obra que mostra que é possível sair ileso de tudo, menos do amor. Você escolhe a ordem em que vai ler as crônicas do jovem escritor que tem 21 obras publicadas e é sucesso de vendas em Portugal.
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Vou logo começar essa resenha desafiando você a não se apaixonar por esse livro e admitindo que se o desafio fosse para mim eu já haveria perdido. 
Em um dia qualquer, vagando pela TL do facebook, me deparei com um texto que tive que ler, gostei e acabei relendo. Tinha créditos ao autor e fui logo pesquisando sobre ele. Foi ai que descobri Pedro Chagas Freitas, um autor português, e seu lançamento (era lançamento na época) Prometo Falhar.

"De tudo o que amo é você o que mais me apaixona." (pág.9)

Prometo Falhar é para todos os que amam. Amam um amante, um cônjuge, pai e mãe, a avó ou o cachorro. É para quem sabe que não é porque se ama que se torna perfeito ou não erra. 

"Não quero trajetos sem pedras, pessoas sem problemas, muito menos glórias sem lágrimas. Não quero o tédio só de continuar, a obrigação de suportar, andar na rotina só por andar." (pág.46)

Li o livro tão rápido que mal sei em quanto tempo foi. Uma leitura baseada em suspiros e "eu já senti isso" ou "caramba, isso foi para mim". Talvez um "eu conheço uma história parecida". Pedro me cativou com seus poemas, sua poesia e sua escrita. Me prendeu ao livro. A forma como ele narra e nos mostra que o amor mesmo sendo maravilhoso pode haver imperfeições, causar dores e mesmo assim ser impossível viver sem ele. Pedro nos faz entender e querer aceitar que não somos super humanos, que nunca vamos conseguir manter um romance tão intacto como de alguns filmes melosos, que não adianta esperar por momentos certos porque quando tiver que acontecer é quando vai acontecer. E juntando tudo isso e muito mais porque jamais conseguiria descrever tal obra prima tão bem, Pedro nos faz crer que vale a pena acreditar no amor e não desistir dele. Muito menos, subestimá-lo.

"O amor é tão frágil que consegue resistir a tudo."

Prometo Falhar é um livro de cronicas onde fala sobre todo o tipo de amor, seja ele o amor romântico, o amor de pai e mãe, filhos e amigos. E como é de se esperar quando o assunto é amor, o autor ainda fala sobre perda, medo, insegurança, saudade e qualquer sentimento relacionado ao tema. 
Suas Cronicas são curtas e não possuem títulos. Nós entramos de cabeça em cada história e vida dos personagens. Quase é possível palpar a conexão que criamos. 

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Sobre a escrita de Pedro, é simplesmente maravilhosa e encantadora. É como se ele me fizesse sentir a dor, a alegria, o cheiro, o frio, a chuva, o sol ou o sabor que ele descrever em suas páginas. Você só entenderá quando pegar essa bendita obra para ler. Com toda certeza, entenderá.


Uma das cronicas

"Que barulho faz a chuva quando te abraço assim?,

há um texto para escrever, o drama de um escritor é haver sempre um texto para
escrever, e é também a sua sorte, não faço sentido mas você me sabes bem,

ontem o seu cabelo cheirava a abraço,

lembro-me de nunca um nariz ser tão feliz, as coisas que eu escrevo, meu Deus,
eu podia dissertar sobre a crise, os mercados e a subida do rating ou seja lá o que
for, mas prefiro me dedicar à mistura das gotas da chuva na janela com o ligeiro fio
de suor que escorre pelo meio do seu peito,

quando você dorme Deus acorda para ter ver dormir,

os católicos não sabem mas o milagre é te amar, você se virou de repente para o
lado de cá, tanto que havia para escrever e eu só consigo te escrever,

que desgraça é você que me faz feliz?,

talvez houvesse a necessidade de explicar a existência de uma dívida soberana
criticar dois ou três políticos, ou mesmo mais ou todos eles, só eu sei como eles
merecem, mas quando volto aqui só escrevo o poema que você me mostra,

todos os que amam são poetas,

pelo menos os que amam assim, com o verso sempre interrompido, tudo para dizer
e tão poucas palavras para mostrar,

quantos dicionários exige o seu corpo?,

e isso para não falar sequer da sua voz, da maneira inadmissível como você diz
que me ama e eu acredito, já são nove da noite e tenho de entregar um texto às dez,
para de me olhar, e você para, se vira para o outro lado mas não chega, começo uma
frase qualquer sobre uma coisa qualquer, acho que desta vez era sobre esporte, veja
você, mas depois as suas costas, bastam as suas costas para criar um gênio, daqui a
nada o prazo passou mas que se lixe, deixe-me escrever num instante a vontade da
minha língua em você, a importância absoluta das suas mãos, ou até mesmo a calma
do seu colo quando me dói, faltam cinco minutos para as dez e já tenho um e-mail
do editor, agora é que vai ser, vou escrever sobre a solução para a tristeza no país,
debitar duas ou três banalidades, citar alguns autores famosos para todo mundo me
respeitar, e depois está feito, espere um pouco que já volto, aqui vai disto, uma frase
já foi, agora mais outra, mas você ainda está aqui e quando dou por mim já escrevi
quatro ou cinco frases sobre a falta que você me faz quando não estás aqui, a
dimensão absurda do sofá sem você, olho para o relógio e são dez,

o que vou fazer para escrever algo que não você?,
clico no botão enviar e já foi, uma crônica inteira sobre você, espero que não
estranhem, afinal de contas é a primeira vez que te dedico uma crônica inteira, pelo
menos hoje, claro, ontem e anteontem tenho a ideia de já ter sido assim,
você ainda vai demorar muito para me dar um abraço de parabéns?"
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Oi, pessoas, tudo bem? Hoje estou trazendo um DIY para quem precisa de espaço para colocar seus livros ou outras coisitas e está sem muito dinheiro para investir.
Já ouviu falar em estantes feitas com caixotes? Sim, aqueles caixotes de feirinha que ninguém da nada por eles. E vou contar para vocês que fica lindo, original porque você é quem decide os detalhes e além disso MUITO BARATO!


Quatro passos 

1 - Defina o tamanho, o modelo e o lugar onde desejar colocar. Você precisará reunir uma quantidade de caixotes para o tamanho que desejar e é importante que eles sejam iguais ou parecidos. Você pode conseguir em feirinhas ou supermercados de graça, eu consegui.

2 - Depois que concluir o numero de caixotes necessário, o passo seguinte é lixar cada um para remover farpas e sujeiras. Não é precisa lixar demais, pode manter o tom rustico que fica bonito.

3 - Você precisa se decidir entre pintura e vernix. É bom passar um pouco de tinta branca antes de uma colorida para que a cor fique mais bonita e no tom que você deseja. Eu usei tintas de parede mesmo mas não use tinta à óleo.
Havia muita tinta branca em minha casa, então comprei bisnagas coloridas para fazer minhas misturas. Cada uma saiu a R$ 3,00.
A cor fica a seu critério e imaginação. Caso você queira algo a mais, pode colocar papeis de parede também.

4 - Depois de deixar todas prontas basta você decidir como colocá-las no local. Empilhadas verticalmente ou horizontalmente, penduradas na parede, cobrindo uma parede inteira e etc. Do jeito que você preferir. Criatividade é tudo!

Inspirações

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Feito por mim


Esses foram feitos por mim e minha irmã. Usamos bisnagas verde, amarela e vermelha para fazer o verde clarinho, o amarelo forte e o rosinha. Para o lilás nos usamos violeta genciana que encontramos jogada pela casa. Cada um usa as armas que possuem, certo? Misturamos em tinta branca até chegarmos nos tons que queríamos. Passamos duas mãos de tinta e deixamos secar. No outro dia colocamos na parede do quarto como mostra na foto e agora à amos e vou protegê-las.

E ai? O que achou? Caso se empolgue e utilize a ideia eu necessito de fotos, hein!

FÁBRICA DE VESPAS
SINOPSE:
"Frank – um garoto de 16 anos bastante incomum – vive com seu pai em um vilarejo afastado, em uma ilha escocesa. A vida deles, para dizer o mínimo, não é nada convencional. A mãe de Frank os abandonou anos atrás; Eric, seu irmão mais velho, está confinado em um hospital psiquiátrico; e seu pai é um excêntrico sem tamanho.
Para aliviar suas angústias e frustrações, Frank começa a praticar estranhos atos de violência, criando bizarros rituais diários onde encontra algum alívio e consolo. Suas únicas tentativas de contato com o mundo exterior são Jamie, seu amigo anão, com quem bebe no pub local, e os animais que persegue ao redor da ilha.
Abandonado à própria sorte para observar a natureza e inventar sua própria teologia – a maneira do Robinson Crusoé de Daniel Defoe –, Frank desconhece a escola e o serviço social, já que seu pai acredita na educação “natural”, recomendada pelo filósofo do século XVIII Jean-Jacques Rousseau e apresentada em seu romance Emílio, ou Da Educação (1762), que sugere que as crianças devem crescer entre as belezas da natureza, permitindo que elas se deleitem com a flora e a fauna. A natureza humana seria boa a princípio, mas corrompida pela civilização. Quando descobre que Eric fugiu do hospital, Frank tem que preparar o terreno para o inevitável retorno de seu irmão – um acontecimento que implode os mistérios do passado e vai mudar a vida de Frank por completo."

Escrever sobre Fábrica de Vespas não é uma tarefa fácil. O que dizer desse livro? 


A história narrada por Frank conta com alguns poucos personagens importantes. Seu irmão Eric que foi internado em um hospício por ter feito coisas bizarras na ilha e na cidade, mas ele foge e decidi ir para a casa encontrar o irmão e o pai. O pai de Frank é maluco também, nada normal. Ele tem um costume estranho de medir o comprimento e a profundidade de qualquer coisa, incluindo os pés da mesa de jantar. Frank não tem um relacionamento tão bom com o pai mas demonstra sentir falta do irmão. 
Frank narra sua rotina e suas atitudes perversas. Sua mente é uma mistura de confusão, pensamentos desorganizados e ao mesmo tempo uma mente calculista e bem clara. Como eu li em uma resenha, não me recordo onde, Frank pode ser considerado "uma loucura com consciência".


"Uma morte é sempre excitante, sempre faz com que você perceba quão vivo e vulnerável está, mas quão sortudo é. Mas a morte de alguém próximo dá uma boa desculpa para que você fique um pouco doido por um tempo, e faça coisas que de outro modo seriam indesculpáveis. Que maravilha seria agir feito um alucinado e ainda sim ganhar a simpatia de todos." - p. 59




Iain Banks desfrutou de sua escrita nua e crua, nos descreveu cenas bem detalhadas e abordou o tema psicopatia de uma forma bastante interessante e realmente perturbadora.
Quando me deparei com esse livro no site da Darkside e li a sinopse, logo o quis. Não havia lido algo parecido mas suspeitei que iria me agradar. E agradou. Obviamente, eu não sou todo mundo e então não irá agradar a todos. Se você for do tipo mimizento e "ai, que nojinho", não recomento. Se você gosta de ser surpreendido, porque sim, O FINAL IRÁ TE SURPREENDER, eu recomendo. Fábrica de Vespas nos mostra que as crianças não estão livres da escuridão e da perversidade. O ser humano é um perigo, não apenas adultos.




Frank tem um o hábito de torturar animais e colecionar suas cabeças em seu Abrigo, já matou três pessoas em sua infância de modo calculista e com planejamento. Suas vítimas foram uma prima, um primo e seu irmão mais novo. Mas segundo ele, tudo foi apenas uma fase pela qual ele estava passando. Super normal, não é mesmo?


"Era tudo de propósito, claro. Pouco do que faço não é de propósito, de um jeito ou de outro." - p. 65




Confesso que é uma angustia a cada página. Algumas pessoas podem não gostar tanto das cenas super detalhadas e se cansarem, eu mesma tenho preguiça. Mas o livro me manteve interessada e presa. O final é surpreendente e tudo se encaixa, tudo o que não entendia antes parece fazer sentido bem rápido. 

Para finalizar, é uma leitura com um certo peso mas não pesa toneladas. Recomento sim e vou guardar o meu livro com carinho na minha estante. NINGUÉM TOCA!. A obra de Ian Banks é única e incrível.